Bastidores -

Filha de Wellington Dias lidera disputa pela suplência de Júlio César; Dudu e Julinho correm por fora

Enquanto a base governista trabalha para consolidar a candidatura do deputado federal Júlio César (PSD) ao Senado Federal, uma disputa paralela já movimenta os bastidores da política piauiense: a escolha do primeiro suplente da chapa.

Foto: Redes Sociais

E, neste momento, um nome aparece como favorito nas articulações internas. Trata-se de Iasmin Dias, filha do ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e da ex-deputada federal Rejane Dias.

Nos bastidores, lideranças da base governista admitem que Iasmin larga na frente por reunir dois fatores considerados decisivos: o peso político do grupo liderado por Wellington Dias e o interesse do PT em manter protagonismo na composição da chapa majoritária de 2026.

Foto: Redes Sociais

A avaliação é que sua indicação representaria a continuidade da influência do ministro dentro do projeto político liderado pelo governador Rafael Fonteles, além de abrir espaço para uma renovação geracional sem romper com a tradição eleitoral construída pela família.

Embora a definição ainda esteja distante, interlocutores do governo reconhecem que, hoje, Iasmin é o nome a ser batido.

Dudu entra na disputa e reivindica espaço para a militância petista

A principal novidade da semana foi o anúncio do vereador Dudu Borges (PT), que confirmou nesta segunda-feira (1º) sua intenção de disputar internamente a vaga de suplente.

Um dos fundadores do PT no Piauí, vereador de Teresina, Dudu pretende utilizar sua trajetória partidária como principal argumento para conquistar apoio dentro da legenda.

Foto: 180graus_Presidente da CPI, vereador Dudu

A movimentação também tem um componente político importante. Caso o PT fique com a vaga de suplente, Dudu quer convencer a direção partidária de que o espaço deve ser ocupado por uma liderança construída dentro das bases da sigla.

A tarefa, no entanto, não será simples diante da força política acumulada pelo grupo de Wellington Dias.

Julinho surge como alternativa estratégica para o PSD

O terceiro nome na disputa é o de Júlio César Filho, o Julinho.

Filho do deputado federal Júlio César, ele já esteve próximo de ocupar uma vaga semelhante em 2022, quando chegou a ser cogitado para compor a chapa de Wellington Dias ao Senado. Na ocasião, porém, a escolhida acabou sendo Jussara Lima, que posteriormente assumiria a cadeira no Senado após a posse de Wellington como ministro.

Agora, Julinho volta a ser lembrado, mas por razões que vão além da ligação familiar.

Dentro do PSD existe uma corrente que defende sua indicação como forma de fortalecer a estratégia eleitoral do partido para a Assembleia Legislativa.

Foto: Reprodução

A lógica é simples: caso Julinho aceite a suplência, deixaria de disputar uma cadeira na Alepi em 2026. Com isso, abriria espaço para outras lideranças da legenda e reduziria a concorrência interna por votos.

Dirigentes partidários avaliam que ele seria um dos candidatos mais competitivos da chapa proporcional. Por isso, sua eventual escolha é vista como uma solução capaz de atender simultaneamente aos interesses da chapa majoritária e da estratégia proporcional do partido.

Decisão dependerá do equilíbrio político da base

Apesar da movimentação crescente, a definição ainda dependerá de uma ampla negociação entre PT, PSD e os demais partidos que compõem a base do governador Rafael Fonteles.

A escolha do suplente precisará equilibrar interesses partidários, força eleitoral, representatividade política e os acordos que sustentam a aliança governista para 2026.

Hoje, porém, o cenário aponta uma favorita clara. Iasmin Dias lidera as articulações e conta com o respaldo do grupo político mais influente da base governista. Dudu busca transformar sua história dentro do PT em argumento para a escolha. Já Julinho tenta se consolidar como a alternativa que resolve uma equação importante dentro do PSD.

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