Salões apostam em serviço VIP para unhas de clientes
Para um serviço exclusivo e de extrema qualidade, clientes pgam até R$ 500,00 por unhas
Por cerca de R$ 10 é possível fazer as unhas da mão em muitos salões de beleza. Mas há quem não hesite em pagar mais de R$ 200 por um serviço diferenciado. É de olho neste mercado em potencial que a cada dia surgem novos estabelecimentos focados quase que exclusivamente nos cuidados com as mãos e os pés de clientes cada vez mais exigentes - e dispostos a gastar.
Segundo Vânia, dona de um salão de belza com técnicas excliusivas, são feitos, em média, entre 400 e 500 atendimentos por semana. “Tenho cliente que vem de Curitiba, Porto Alegre, várias do Rio de Janeiro, do Maranhão. Não medem esforços, de verdade”, diz.
Na opinião da empresária, o segmento de beleza é um mercado gigantesco, que está crescendo. “Em outubro de 2008, quando começou a crise mundial, tivemos um aumento de faturamento de 30%. Crise existe, mas aqui não. Nosso segmento de beleza cresce 11,95% ao ano”, conta.
Alongamento de unhas
A empresária Sueli Munekata era proprietária de uma distribuidora de produtos para alongamento de unhas. Além de vender os produtos, o local começou a oferecer formação profissional e, com isso, a procura pelos serviços de manicure e pedicure passou a ser muito solicitado. Com isso, em 2008, ela inaugurou um salão especializado em unhas.
“A Nailshop é um salão conceito”, define Sueli, que, a exemplo das outras empresárias, conheceu a técnica no exterior, mais especificamente, nos Estados Unidos. O principal foco do salão é no trabalho de alongamento e correção de unhas. Procuram o alongamento, conforme explica Sueli, mulheres que têm problema de unhas fracas, que não crescem.
A correção se aplica a pessoas que sofreram algum tipo de trauma, caso comum entre homens que jogam futebol, por exemplo. Outro exemplo corriqueiro é o de pessoas que roem as unhas.
Uma curiosidade no Nailshop são os profissionais do sexo masculino que atuam no salão. São cinco homens especialistas em alongamento e correção, sendo que dois deles também fazem o serviço convencional de manicure e pedicure. “No exterior, é muito comum homem trabalhando com alongamento. Um dos meus funcionários, inclusive, já fazia isso em Portugal”, conta.
Nos dias de maior movimento, nove profissionais atendem no salão que faz, por semana, quase cem atendimentos, metade deles só de alongamento e correção.
“A procura aumentou bastante este ano”, revela. “Esse é um segmento novo, mas que vai crescer muito. Não é somente uma especialização para manicure, é um novo profissional. O Brasil já é o segundo maior vendedor de esmaltes do mundo. É um setor que não enfrenta muita crise, não. A brasileira é bastante vaidosa, bastante cuidadosa", diz Sueli.
Os dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) confirmam o que Sueli diz. Segundo dados da entidade, em 2009, mesmo com a crise mundial, houve crescimento de 16,06% no volume de vendas de esmaltes no país. Uma pesquisa recente da Nielsen também aponta que, em junho deste ano, as vendas de esmalte cresceram 20,5% em relação ao mesmo período de 2009.
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