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Escolas do município paradas - 09/02/2012 às 12:52h

Professores em greve fecham rua e protestam em frente a Secretaria

Nesta quinta-feira eles saíram às ruas e ocuparam pela manhã a rua Areolino de Abreu

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Protesto em frente a Semec Protesto em frente a Semec

Em assembleia realizada na ultima segunda-feira (06/02) no Teatro de Arena, Praça da Bandeira, os professores da rede municipal de ensino decidiram começar uma greve que não tem data para terminar. Desde então fizeram um trabalho de conscientização indo nas escolas para chamar os professores ao movimento.

Nesta quinta-feira eles saíram às ruas do centro da capital e ocuparam pela manhã a rua Areolino de Abreu e protestaram em frente à Secretaria Municipal de Educação (Semec). Eles esperavam uma reunião com o secretário Paulo Machado, mas o mesmo informou aos líderes dos professores que devido a outros compromissos só será possível recebe-los na próxima segunda-feira.

Cerca de 300 professores fizeram o protesto interrompendo o tráfego de veículos na região. Chegaram a instalar uma barraca no meio da rua e colocaram cartazes sinalizando a paralização.

Segundo o professor Gervásio Santos, da secretaria de formação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserm), há quatro principais pontos de reivindicação. “A eleição direta para diretor e diretoras das escolas, algo que foi banido pela prefeitura, redução da carga horária de acordo com o piso e também a mudança de nível”, disse.

Os professores também reclamam da mudança da forma como o vale-transporte é pago. “Antes recebíamos os vales-transportes, com a bilhetagem eletrônica, desejamos que esses créditos invés de vir no cartão do Setut, que venham em dinheiro no contracheque dos servidores”, afirmou.

O presidente do Sindserm, Sinésio Soares afirmou que o movimento continua até que haja uma negociação. “Até a conversa com o secretário vamos continuar com a paralização, nesse período vamos fazer um trabalho de conscientização dos professores sobre o direito de greve”, concluiu.

O secretário municipal de educação, Paulo Machado, rebateu que a maioria das escolas está funcionando e definiu a greve como algo "desnecessário".


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Edição: Jhone Sousa
Repórter: Jhone Sousa - Direto da manifestação
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