Farmacêuticos são contra a proibição de remédios para emagrecer
A posição da Anvisa continua a mesma, a favor da proibição de quatro remédios para emagrecer
Nesta terça-feira (05) em Brasília houve mais uma Audiência Pública para discutir a proibição ou não do uso de remédios para emagrecer no país.
O encontro reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), das classes Farmacêutica, Médica e de Nutrição.
A posição da Anvisa continua a mesma, a favor da proibição de quatro remédios para emagrecer: Sibutramina, Femproporex, Anfepramona e Mazindol. A Drª. Maria Eugenia Cury, chefe do núcleo de gestão do sistema de notificação e investigação em vigilância sanitária da Anvisa, explica que “Existe sinal de alerta de risco sanitário importante com o uso desses medicamentos, que tem alguns problemas de efeitos colaterais considerados muito graves: dependência psíquica e física são alguns dos problemas”.
As classes farmacêuticas e médicas defendem o uso do medicamento, porém com um maior controle. “O que deve ser feito é um uso racional desses remédios, com um acompanhamento rigoroso no tratamento. É importante lembrar também que esses remédios só devem ser utilizados em casos de obesidade mórbida”, aponta o Dr. Osvaldo Bonfim de Carvalho, presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF-PI).
Osvaldo Bonfim acrescenta que a proibição pode prejudicar pacientes que realmente necessitam do medicamento, além de ampliar o mercado negro dessas substâncias. Ele ressalta que a reeducação alimentar é fundamental, e em alguns casos suficiente, no tratamento para perda de peso.
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