Anvisa abre processos administrativos contra PIP e Rofil
Estima-se que 12,5 mil mulheres usam próteses da PIP e 7 mil da marca Rofil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (13/01) a abertura de processos administrativos para definir as penalidades às empresas importadoras das próteses da francesa PIP e da holandesa Rofil.
Já a AGU (Advocacia Geral da União) avalia se cabe uma ação judicial contra as fabricantes ou outros responsáveis. De acordo com o órgão, os técnicos analisam o caso sem prazo para resposta.
A PIP é acusada de ter usado silicone industrial nos produtos. De acordo com autoridades sanitárias da França, o risco de ruptura é maior em relação a outras próteses. O vazamento do gel provoca problemas de saúde, como a inflamação da mama. A Rofil usou matéria-prima da PIP.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, confirmou hoje que o SUS (Sistema Único de Saúde) e os planos de saúde vão cobrir a troca das próteses rompidas das marcas, tanto para as pacientes que colocaram por causa de uma reconstituição ou por questão estética.
As mulheres serão chamadas para uma avaliação médica e passar por exames para saber se a prótese está com defeito. Os procedimentos serão definidos pelas autoridades de saúde na próxima semana.
Estima-se que 12,5 mil mulheres usam próteses da PIP e 7 mil da marca Rofil.
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