SINFARPI realiza o I Fórum sobre a Valorização Farmacêutica no Estado
O Sindicato de Farmacêuticos do Piauí – Sinfarpi, realizará na próxima quarta-feira, dia 08 de fevereiro, no auditório do Curso de Farmácia de Universidade Federal do Piauí, o I FÓRUM PIAUIENSE SOBRE A VALORIZAÇÃO FARMACÊUTICA.
O evento contará com a presença de Dirigentes dos principais Órgãos que representam a categoria, que discutirão sobre condições de trabalho, piso salarial e fiscalização das atividades e do exercício profissional.
O Sinfarpi tem se empenhado na busca de melhorias das condições de trabalho e salariais da categoria, que, aos moldes de outros estados da federação, espera-se refletir em melhorias do acesso racional a medicamentos pela população. Porém, o trabalho do Sindicato torna-se inócuo, se os órgãos fiscalizadores não exercerem suas atividades de garantir a população a qualidade do serviços prestados e o cumprimento das legislações sanitárias.
Confira a programação do evento:
ABERTURA – 17:00
Dr. José Vilmore S. Lopes Júnior – Conselho Federal de Farmácia – CFF
Dr. Osvaldo Bonfim – Conselho de Farmácia do Piauí – CRF-PI
Dr. Tatiana Chaves – Diretora de Vigilância Sanitária do Piauí – DIVISA
Dr. Ítalo Sávio Mendes Rodrigues – Associação Farmacêutica Piauiense
Dr. Ulisses N. de Aguiar – Sindicato dos Farmacêuticos do Piauí – SINFARPI
Dra. Malena Gadelha – Sindicato dos Farmacêuticos do Ceará – SINFARCE
Dra. Célia Chaves – Federação Nacional dos Farmacêuticos – FENAFAR
Dr. Antônio José - Sindicato dos Farmacêuticos do Pará – SINFARPA
Mesa I – Experiências em Campanhas pela Valorização Farmacêutica
Moderador: Paulo Leal (SINFARPI)
17:45 – 18:30 – Mobilização dos Farmacêuticos do Ceará pela Valorização Farmacêutica - Dra. Malena Gadelha (SINFARCE)
18:30 – 19:15 – Mobilização dos Farmacêuticos do Pará pela Valorização Farmacêutica - Dr. Antônio José (SINFARPA)
19:15 – 19:35 – Discussão
Mesa II – Desafios para a Valorização do Profissional Farmacêutico.
Moderador: Marise Sampaio (SINFARPI)
19:35 – 19:55 – Situação da Farmácia no Piauí - Dr. Osvaldo Bonfim (CRF-PI)
19:55 – 20:15 – Desafios para a Valorização Farmacêutica (FENAFAR) – Célia Chaves (FENAFAR)
20:15 – Discussão
20:30 – Encerramento
Obesidade tem crescido mais nos países emergentes que na Europa e nos EUA
No Brasil a obesidade tem crescido rápida, principalmente entre as crianças. Cerca de 16% dos meninos e 12% das meninas com idades entre 5 e 9 anos são hoje obesas no país, quatro vezes mais do que há 20 anos e no rasto da obesidade seguem também outras "epidemias" como diabetes, câncer e doenças cardio-respiratórias e cardiovasculares, que estão relacionadas a mudanças da vida contemporânea.
O tratamento da obesidade não passa somente pelo uso de inibidores do apetite, mas também pela reeducação alimentar e de um acompanhamento multiprofissional, que podem garantir melhores resultados e benefícios mais duradouros.
Nosso País tem seguido a tendencia de crescimento da obesidade igual a de outros países emergentes, que tem ocorrido de forma mais dramática e parece estar crescendo mais rapidamente e em meio a níveis mais baixos de PIB do que na Europa ou nos EUA há 20 ou 30 anos.
É necessário reeducarmos a nossa população para buscar uma alimentação mais saudável e menos calórica, a iniciar pelo entendimento das tabelas nutricionais existente nos alimentos. Uma pesquisa revela que 52% dos latino-americanos, não entendem "nada" ou "apenas parte" das informações nutricionais contidas nas embalagens dos alimentos.
Medicamento adulterado mata 100 pessoas no Paquistão.
Já são mais de 400 pessoas que estão em tratamento por utilização de medicamentos adulterados, na província de Punjab, no Paquistão. É do conhecimento das autoridades do País que cerca de 100 pessoas foram a óbito, podendo este número vir a ser bem maior.
Cerca de quarenta mil pessoas receberam o medicamento no Instituto de Cardiologia de Punjab, desde o dia 15 de dezembro. O problema está restrito aos medicamentos distribuídos neste hospital.
O problema já dura a três semanas e, quando surgiu, foi confundido com um surto de dengue hemorrágica, por possui alguns sintomas parecido com o da dengue, o que levou as autoridades a retardar a determinação real do problema.
Os pacientes, todos com problemas cardio-vasculares, receberam o medicamento gratuitamente, através de um programa estatal. A imprensa aponta a baixa qualidade dos remédios como causa das mortes, mas as autoridades ainda não deram uma versão oficial sobre a situação dos pacientes. Amostras do medicamento foram enviadas a Londres e Paris para investigação.
A polícia prendeu os proprietários de três indústrias farmacêuticas locais, responsáveis pela fabricação dos remédios.
Órgãos internacionais de saúde vem alertando os governos de todo o mundo, sobre a falsificação e a falta de controle sobre a vanda de medicamentos. Estima-se que em alguns países africanos, o percentual de medicamentos adulterados chegue a 50% e em países da América Latina este percentual chegue a 30%.
Congresso poderá obrigar produtos com corantes ter advertência sobre os efeitos colaterais
Nem somente de “princípios ativos” são feitos os medicamentos. A produção de um fármaco exige além do principio ativos, substancias que aumentem sua estabilidade, der-lhe volume, facilite a compressão da massa para torná-lo um comprimido, facilite sua desintegração no organismos ou ainda lhes dê cor, mascare sabores desagradáveis, são os chamados excipientes.
Os corantes são muito utilizados pala industria alimentícia para uniformizar a cor dos alimentos e dar-lhes um aspecto mais agradável, têm também aplicação na industria farmacêutica. Os corantes são adicionados a massa que forma o comprimido para dar-lhe cor e facilitar a sua distinção, principalmente por pacientes que utilizam diariamente mais de um tipo de medicamento crônico.
Porém, os corantes utilizados como excipientes na produção de medicamentos e alimentos, também podem causar alergias ou outros efeitos colaterais graves. Os principais problemas ocorrem coma mais frequência nas crianças, principalmente as que tem em sua dieta, muitos alimentos industrializados.
Devido aos riscos potencialmente graves, a Câmara dos Deputados analisa projeto que determina a impressão de advertência em rótulos e embalagens de alimentos, medicamentos e cosméticos que contenham corantes sintéticos em sua composição.
De acordo com a proposta, PL 2539/11, a advertência deverá trazer informações sobre possíveis efeitos colaterais, assim como sobre a proibição de consumo por crianças e por outros grupos de risco definidos pela autoridade sanitária competente.
Uso irracional dos medicamentos pode está sendo responsável pela super-infecções
Pesquisadores belgas descobriram um parasita que não apenas se tornou resistente ao medicamento que o combatia, como também se tornou mais eficiente em “fugir” das defesas imunológicas dos indivíduos que infectam.
O parasita em que foi detectada esta dupla capacidade de resistir as defesas do organismo e aos tratamentos medicamentosos, é um organismo unicelular que causa a leishmaniose, uma séria ameaça sobretudo nas regiões tropicais. Na Índia, este micróbio tem sido responsável por muitos casos de leishmaniose fatal, sendo geralmente da espécie Leishmania donovani.
A Leishmania é um especialista em se adaptar a diferentes ambientes, e é o único organismo conhecido na natureza a desrespeitar uma regra básica da biologia: a de que os cromossomos devem sempre vir aos pares.
Há décadas a doença vem sendo tratada com compostos à base de antimônio, medicamentos que agem em “parceria” com o sistema imunológico para eliminar o parasita do organismo. Porém, como já era esperado, o parasita se adaptou aos medicamentos, evoluindo para uma forma resistente a estes.
Em 2006, outras drogas passaram a ser utilizadas em decorrência de paciente morrerem por não responder ao tratamento com os medicamentos convencionais. O mecanismos de ação dos antimoniacais, de trabalhar em “parceria” com as células do sistema imunológico, pode ter tornado o micro-organismo resistente aos dois, passando o micro-organismo a ter uma maior capacidade de infecção mesmo por que não está utilizando o medicamento.
Esta é a primeira vez que a ciência encontra um organismo que se beneficia permanentemente do desenvolvimento da resistência a uma droga, pois geralmente a resistência adquirida, somente lhes é útil quando o medicamentos está sendo utilizado pelo organismo que infectam.
Atualmente, um novo medicamento tem sido utilizado no tratamento da Leishmaniose, a miltefosina. Porém, apenas o uso de novos medicamentos pederão apenas está alimentando este ciclo de evolutivo, em que sempre irão surgir micro-organismos resistente aos medicamentos novos.
O cerne deste problema, certamente passe pelo uso mais racional dos recursos terapêuticos que já dispomos.
O uso racional, é a única alternativa a uma corrida desenfreada pelo desenvolvimento de novos medicamentos e de novas combinações destes, que apenas levarão a um círculo vicioso de super micro-organismos resistentes e novos medicamentos que com o tempo, poderão apenas trazer mais prejuízos ao homem.
Este uso racional passa por prescrições mais concisas e principalmente por dispensações onde o paciente passe a levar consigo não apenas o medicamento, mas, a forma correta de utilizá-lo, retirando do medicamento todos os benefícios que este pode proporcionar da forma mais eficaz
Comemora-se hoje, em todo o Brasil, o dia nacional do Farmacêutico.
Como parte das comemorações, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) realiza hoje em Brasília, a solenidade de entrega da Comenda do Mérito Farmacêutico.
Na oportunidade, farmacêuticos, autoridades e personalidades ligadas à área da Saúde serão homenageados com a Comenda do Mérito Farmacêutico. A Comenda é a maior honraria concedida no setor farmacêutico, no Brasil, e foi criada, em 1998, por Resolução do CFF para homenagear pessoas que colaboraram para o engrandecimento da profissão, ou que contribuíram para o desenvolvimento da saúde, no País. É constituída de uma medalha e um diploma, e entregue a pessoas de todas as Unidades da Federação indicadas por Conselheiros Federais cujos nomes foram aprovados pelo Plenário do CFF.
Este ano, a farmacêutica que receberá a Comenda do Mérito Farmacêutico pelo estado do Piauí, será a Profª. Maria do Socorro Cordeiro Ferreira, que foi escolhida por unanimidade dos farmacêuticos consultados pelo Conselheiro Federal do Estado.
Conforme palavras do Presidente do CFF, Dr. Walter Jorge da Silva João: "além da homenagem a pessoas que, com trabalho, fizeram a diferença na saúde brasileira, o Dia 20 de janeiro, em 2012, marca o início de uma nova gestão à frente da entidade que defende os interesses da categoria. Uma das principais metas da Diretoria do CFF é trabalhar pela união dos CRFs e de todas as entidades farmacêuticas nacionais, com o objetivo de fortalecer a categoria, pois estou certo de muitos obstáculos e, claro, muitas conquistas”.
Histórico:
20 de Janeiro (Dia Nacional do Farmacêutico) – Alguns historiadores explicam que data foi escolhida em razão da fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (A.B.F), no Rio de Janeiro, em 20 de janeiro de 1916. A Presidência da República publicou no Diário Oficial da União (DOU), no dia 26 de novembro de 2010, a Lei 12.338, que institui o dia 20 de janeiro como o Dia Nacional do Farmacêutico, resultado de um Projeto de Lei apresentado, em 2008, pelas Deputadas Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM, hoje, Senadora) e Alice Portugal (PcdoB-BA).
Parabenizamos a todos os farmacêuticos brasileiros, em especial os farmacêuticos piauienses!
Norte e Nordeste ainda necessitam de muitos farmacêuticos
O mercado de cursos de graduação tem crescido bastante no Brasil e muitas profissões já chegaram ao ponto de saturação. Em alguns estados brasileiros, há cursos de graduação que já formam mais profissionais do que o mercado consegue absorver.
A situação se agrava ainda mais nos grandes centros, por desinteresse do profissional recém formado em migrar para pequenas cidades do interior.
Na área de farmácia, o Brasil possui mais de quatrocentas faculdades que ofertam cursos nesta área, o que representa mais do que em todo o restante da América Latina somada a Espanha e Portugal.
Em alguns estados brasileiros, principalmente do sul, do sudeste e do centro-oeste, já começa a surgir indícios de saturação. Algumas faculdades já não conseguem inscrever novos alunos nos seus cursos.
Nos estados do norte e nordeste, ainda há muitos postos de trabalho a serem criados para a garantida de uma melhor assistência farmacêutica em todos os municípios.
Estima-se que para uma cobertura efetiva e de qualidade, seja necessário praticamente o dobro, ou em alguns estados até mesmo o triplo, de profissionais já atuantes.
Capacitação permanente é imprescindível aos profissionais de saúde
Na humanidade tem vivido momentos de grandes avanços no que se refere ao desenvolvimento científico e tecnológico. Na área da saúde, por exemplo, estima-se que o conhecimento acumulado em saúde dobre a cada quatro anos, o que vem obrigar os profissionais desta área a capacitação permanente.
Em alguns países do mundo, a capacitação permanente é necessária para a manutenção do direito de continuar exercendo a profissão. Ou seja, no ato da revalidação da carteira profissional, há a necessidade de comprovação de participação em cursos de aperfeiçoamento, congressos e seminários para que a mesma seja renovada.
Esta medida pode vir a ser adotada pelos Conselhos que regulamentam as profissões liberais da área da saúde, inclusive com adoção de exames de proficiência, aos moldes do que são realizados pela Ordem dos Advogados do Brasil OAB, para que o bacharel em Direito, passa se inscrever na Ordem e vir a advogar.
O Ministério da Educação tem detectado grandes falhas com relação às graduações realizadas no País, onde muitas faculdades deixam a desejar quanto a qualidade e os conhecimentos dos profissionais que estão formando e que estarão lidando diretamente com vidas humanas.
Este motivo, associado ao rápido avanço tecnológico faz necessário ao profissional a busca permanente pelo aperfeiçoamento e qualificação.
Governos necessitam reverem o foco da Assistência Farmacêutica
Após diversos anos trabalhando com medicamentos, percebo como é difícil a mudança da visão que os gestores possuem dos medicamentos.
Se pegarmos o contexto de como o medicamento adquiriu tamanha importância nas políticas públicas, pode ficar mais fácil entender a visão errônea destes gestores sobre tal insumo.
Vivemos há algumas décadas, um processo de medicamentalização tão intenso, que levou a maioria da população a pensar que uma consulta médica onde não haja a prescrição de um medicamento, poderia atestar a má qualidade desta consulta.
Durante anos, fomos orientados por artistas e esportista que emprestaram suas imagens e falas na TV, para orientar que este ou aquele medicamento deveria ser utilizado em determinada situação. Assim, era somente tomar tal medicamento e a dor sumia ou para gripe, era só tomar tal medicamento.
Desta forma, fomos absorvendo as informações de que medicamentos podem e devem ser utilizados a qualquer momento, basta que tivéssemos um sintoma que se encaixasse a indicação propagada pelo artista.
Esta lógica, acabou por “contaminar” o pensamento dos gestores, que subconscientemente passaram a associar a assistência farmacêutica a disponibilização de medicamentos em quantidades que a população buscasse, sem nunca pensar em uso racional.
Este pensamento e as ações dele decorrida, nos levaram a ser o país com maior índice de intoxicações por medicamentos. Não bastasse isto, poucos estados e municípios compram medicamentos balizados por um bom planejamento em que permita a disponibilização deste insumo no momento e em quantidades necessárias, sendo prática comum, a falta de medicamentos básicos e/ou o descarte de medicamentos por expiração do prazo de validade.
Ademais, além de compramos mal por ausência de uma programação, dispensamos pior ainda. Medicamento sem a orientação do uso é um passo para o surgimento de intoxicações. Em todo o mundo dito civilizado, o farmacêutico é um dos profissionais de saúde mais disponíveis e requisitados pela população e pela classe médica, aqui no Brasil, somente agora este profissional começa a ser reconhecido pela sua função de orientador do tratamento prescrito pelo médico, sendo profissional de saúde mais próximo da população.
Os gestores têm que mudar o pensamento e focar mais no planejamento e na dispensação, no que na simples aquisição, sob pena de continuarmos a não tratarmos os que necessitam e condená-los a viver com sequelas de doenças que poderiam ter sido tratadas e não foram, enquanto medicamentos são descartados no lixo por expirarem o prazo de validade.
Seremos condenados ainda, a exibirmos o título de campeões em intoxicações medicamentosas onde geralmente as principais vítimas são as crianças.
Projeto de Lei obriga setor público a melhorar a qualidade da dispensação de medicamento
A diferença entre o medicamento e o veneno está somente na dose utilizada. Muitos países do mundo, este cuidado com preparação e principalmente a dispensação de um medicamento são acompanhados pelo poder público há quase cinco séculos.
Em Portugal, por exemplo, o Decreto Real que obrigava que o Boticário (denominação que se dava ao farmacêutico a época), fosse analisado por um Conselho composto pelo físico-mor do Rei e pelos boticários do Rei e da Rainha, se realmente estava preparado para vender medicamentos a população, data de 1535.
No Brasil, somente de alguns anos para cá é que esta situação começou a ser tratada com a seriedade que merece, e ainda temos um comércio farmacêutico que na prática ainda é possível encontrar leigos sugerindo tratamentos e dispensando medicamentos, tanto no setor público como no setor privado, uma prática gritante de charlatanismo e descuido com a saúde pública.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2459/11, do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que torna obrigatória a presença de farmacêutico em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) que dispensem ou manipulem medicamentos.
O projeto altera a Lei 5.991/73, que trata das regras do controle sanitário de drogas, medicamentos e insumos farmacêuticos.
Costa Neto afirma que a legislação vigente não distingue as farmácias públicas das privadas, prevendo a presença desses profissionais nas duas. Mas, por uma interpretação errada, há uma resistência do setor público em cumprir a regra.
“Boa parte das unidades de saúde públicas do País não possui um farmacêutico entre seus colaboradores. Isto implica, muitas vezes, o manuseio de farmacoterápicos por profissionais incompetentes para o exercício da função”, alerta.
A proposta foi originalmente apresentada em 2008 pela então deputada e hoje senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), mas foi arquivada no início de 2011 com a mudança de legislatura. Costa Neto decidiu reapresentar o texto, acatando as sugestões do substitutivo apresentado pelo deputado Maurício Trindade (PR-BA) na Comissão de Seguridade Social e Família.
Em nome da qualidade dos serviços públicos de saúde, esperamos celeridade na tramitação deste projeto.
UFPI forma a 15° turma do curso de Farmácia
A Universidade Federal do Piauí – UFPI, realizou ontem, 05/01/2012, a solenidade de colação de grau de dezesseis novos bacharéis da 15° turma de farmácia.
Muito nos honrou e emocionou a 15° turma receber o nosso nome, "Turma: José Vílmore Silva Lopes Júnior" , que mantido em segredo pelos alunos até a entrega dos convites.
Os novos farmacêuticos, tão logo realizem as suas inscrições no CRF, estarão habilitados a trabalhar em um campo de mais de 70 atividades regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia, que os possibilita a colocarem a serviço da sociedade, o conhecimento adquirido no decorrer dos cinco anos de estudo.
Parabenizamos e desejamos sucesso a estes novos profissionais, que durante suas vidas acadêmicas, demonstraram ter absorvido e resguardado consigo não somente conhecimento técnico e científico, mas também os elevados valores morais transmitidos pelos seus pais e mestres e qu,e com certeza, os guiará a trilharem sempre o caminho da ética, da honestidade e da justiça e os levará a uma vida profissional e pessoal vitoriosa.
Parabenizo também a sociedade piauiense, que recebe agora, mais uma turma de profissionais altamente capacitados, que se somam aos muitos que os antecedem, no contínuo trabalho em resguardo da saúde e da qualidade de vida da nossa população.
Gestação e medicamentos: risco para a mãe e o feto
Os três primeiros meses de gestação são também os de maior vulnerabilidade para a futura criança. Mas o uso de medicamentos em qualquer período da gravidez, é um sério problema tanto para a mãe, como para o feto.
Quando o médico tem que prescrever um medicamentos neste período de gestação, analisam os riscos e os benefícios para a mãe e a criança. Porém, nos casos de auto medicação, a mãe pode está colocando em risco tanto a sua própria vida, como a vida do seu filho.
Um estudo americano avaliou o uso de medicamentos controlados durante a gravidez, em geral, mas com particular ênfase no primeiro trimestre e medicamentos. Para isso eles se beneficiaram dos dados de dois grandes estudos populacionais em andamento, que juntos já haviam incluído mais de 30.000 mulheres.
O estudo publicado pelo Journal of Obstetrics and Gynaecology, revela que ao longo das últimas três décadas, nos EUA, o uso de medicamentos de prescrição médica, durante o primeiro trimestre da gravidez, aumentou mais de 60%. O número médio de medicamentos utilizados aumentou de 1,6 em 1976-1978 para 2,6 em 2006-2008.
Um outro dado preocupante refere-se a quantidade de medicamentos utilizados neste período, quando o uso quatro ou mais medicamentos mais do que triplicou. Até 2008, aproximadamente 50% das mulheres relataram ter usado pelo menos um medicamento.
Os autores observaram que o maior uso de prescrições médicas se associou com maior idade e maior escolaridade materna. Dentre os medicamentos/tratamentos mais prescritos estão os antibióticos, a vacina contra o vírus da influenza e alguns antidepressivos.
A pesquisa confirmou que o aumento no uso de medicamentos com prescrição foi seguramente menor do que o aumento com medicamentos que dispensam receitas. Fato muito preocupante no Brasil, onde medicamentos que deveriam ser vendidos somente com receita médica, podem ser adquirido sem a prescrição em muitas farmácias do País, com exceção dos controlados e dos antibióticos.
O uso de medicamentos em qualquer fase da gestação, somente poderá ser realizado com orientação médica.
Dificuldade no controle do consumo de medicamentos torna-os ralo de dinheiro público.
Qualquer auditor sabe quais os produtos mais usados para desvio de recursos públicos: itens da merenda escolar e medicamentos.
Quanto maior o volume de medicamentos adquiridos por um órgão público, maior a vulnerabilidade aos desvios e os gestores têm que estar atentos na escolha da equipe que lida com estes produtos.
Os desvios podem acontecer no ato da solicitação, com o pedidos por parte das unidades de saúde, de produtos acima da quantidade necessária. Isto pode ser indicativo de duas situações: despreparo dos gestores das unidades ou indício de corrupção.
Há relatos também de Estados e municípios onde houve nas licitações, a inserção de “produtos novos” sem o conhecimento e ou autorização do gestor da assistência farmacêutica.
Um outro ponto onde é comum a verificação de irregularidades é no recebimento de produtos, onde há o atesto de notas fiscais de medicamentos adquiridos e que não são entregues ou entregues em partes.
Os desvios podem ocorrer também dentro dos almoxarifados, se estes não possuírem controles rigorosos de entradas e saídas, bem como.
Atento a estes problemas, o Ministério da Saúde disponibilizou aos municípios um sistema operacional de controle denominado Hórus, que ajuda no controle dos recursos aplicados em medicamentos pelos municípios, o que é uma boa alternativa para gestores que não querem problemas futuros.
Os órgãos fiscalizadores, MPE, MPU, CGE, CGU, DENASUS e a própria população, devem acompanhar ainda mais de perto a aplicação de recursos destinados a aquisição e distribuição de medicamentos.
Famácias Pague Menos estuda fusão com Ultrafarma
A união de redes de farmácias que antes trabalhavam como rivais, podem continuar acontecendo.
Segundo o informativo eletrônico Monitor Mercantil agora é a rede de farmácias Pague Menos, terceira maior do setor, com R$ 2,8 bilhões em vendas estimadas neste ano, que estuda a união com a Ultrafarma, varejista com forte atuação na venda online de medicamentos.
Segundo o informativo, Sidney Oliveira, presidente da Ultrafarma, e Francisco Deusmar de Queiroz, presidente da Pague Menos, têm se encontrado freqüentemente nas últimas semanas, quando os dois começaram a trabalhar num plano de união dos negócios.
Se as negociações avançarem, o grupo criado se manterá na terceira posição do ranking geral do varejo de farmácias, que, se juntas, terão a participação de mercado de 7,8% neste ano. A Drogarias DPSP deve faturar R$ 5 bilhões neste ano (12,2% de participação) e a Raia Drogasil, R$ 4,5 bilhões (11% do mercado), segundo estimativa de analistas.
Identificadas novas linhagens de vírus da dengue 1
O estado do Piauí foi um dos primeiros da federação em que se identificou o vírus da dengue do tipo 4, com grande possibilidade de causar uma epidemia de dengue em 2012. Porém não bastasse o tal vírus 4, novas cepas do vírus tipo 1, que há muito tempo já estão no nosso estado, podem já esta sofrendo mutação e tornando-se ainda mais agressivo.
Um estudo desenvolvido pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) reconheceu duas novas linhagens de dengue tipo 1 em co-circulação no estado do Rio de Janeiro. A pesquisa, que contribui para o entendimento do impacto de certos tipos virais ou genótipos em uma população, teve como base a comparação dos vírus presentes em amostras da epidemia ocorrida em 1986 e entre 2009 e 2011.
Segundo a pesquisadora Flávia Barreto, do Laboratório de Flavivírus do IOC, a comparação entre as amostras analisadas revelam o mesmo sorotipo 1. No entanto, foi provado que os vírus referentes aos anos mais recentes têm origens asiáticas e latino-americanas e pertencem a linhagens diferentes daqueles de 1986. Os resultados são depositados em bancos de dados internacionais de genes e estão disponíveis para consulta de pesquisadores.
Há uma necessidade da população está permanentemente atenta locais e objetos que possam acumular água parada e ser utilizados pelo mosquito Aedes aegipty como criadouros, (pneus velhos, garrafas, lixo em terrenos baldios) visto que é a única forma de um combate eficaz.
Para o fracionamento de medicamentos há necessidade de seguir Resolução da ANVISA
Desde maio de 2006, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa, publicou a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 80) que permite as farmácias a venda de medicamentos fracionados.
Pela Resolução, o paciente pode dirigir-se a farmácia com a receita médica e adquirir apenas a quantidade que lhe foi prescrita, ou seja, o número de unidades exatas para cumprir a prescrição, de modo que evite a sobra de medicamentos no domicílio, o que pode levar ao uso indevido ou ao desperdício.
A referida Resolução, regulamenta do ponto de vista sanitário, um Decreto Presidencial, mas durante muito tempo ficou no esquecimento por falta de interesse da industria em produzir medicamentos em embalagens que atendessem a RDC.
A indústria de medicamentos Prati-Donaduzzi é a primeira farmacêutica brasileira a investir na estrutura para a comercialização dos fracionáveis, tendo, atualmente 16 apresentações já comercializadas e outras aguardando registro na Anvisa.
Para os itens serem produzidos e vendidos é necessário que a embalagem que fica em contato direto com o medicamento, contenha todas as informações sobre o medicamento, e que sejam colocados em caixa de papel deve ser desenvolvida especialmente para tal fim.
A farmácia deve dispor de área própria para realizar o fracionamento e esta atividade somente pode ser exercida pelo farmacêutico, que deve lança em livro próprio todos os dados referentes a este fracionamento.
Lembramos que o fracionamento não é apenas o “corte” do blister para tirar-se quantidade que o paciente solicita, pois este ato se não for realizado obedecendo os requisitos exigidos pela Anvisa, é ilegal, podendo causar confusão aos pacientes e sujeitando os estabelecimentos a pesadas multas.
Publicação causa polêmica entre farmacêuticos
Uma publicação lançada ainda no ano passado para farmácias e consultórios médicos tem causado a indignação de muitos farmacêuticos por trazer informações equivocadas, tanto pela adoção de termos errôneos quanto demonstrar desconhecer a Legislação pátria.
O livro “Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF)” é conhecido de muitos profissionais de saúde e no capítulo – Vendas Sem Receita/Retenção – 2a Edição (2010/11), traz algumas informações que consideramos que mais confundem do que esclarecem e que levaram o Conselho Regional de Farmácia do Paraná a publicar uma carta de repúdios que transcrevemos a seguir:
CRF-PR repudia abordagem editorial em relação ao Farmacêutico
O Conselho Regional de Farmácia do Paraná vem a público expressar sua indignação com o texto publicado no Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF) – Vendas Sem Receita/Retenção – 2a Edição (2010/11).
Na publicação em questão, os autores explicam que adotaram a designação “farmacista” para se referir tanto a farmacêuticos quanto a atendentes de farmácia. No entanto, esta denominação não existe no idioma português nem na legislação brasileira, e com ela, o autor deixa entender que não há diferenciação entre um e outro. Desta forma, faz-se acreditar que os atendentes poderiam executar atividades privativas de farmacêuticos, como é o caso da análise de receitas.
Também é inapropriado citar que a receita médica deve ser “respeitada religiosamente”, já que a Resolução no 357/2001 do Conselho Federal de Farmácia veda ao farmacêutico o aviamento de receitas com risco potencial ao paciente caso não haja confirmação do médico. Neste sentido, vários são os relatos de farmacêuticos que detectaram erros em receitas e impediram que os pacientes fossem prejudicados pelo seu uso incorreto.
O texto também menciona que os medicamentos prescritos não podem ser substituídos, ignorando a atribuição exclusiva que tem o farmacêutico para substituir o medicamento prescrito pelo seu genérico correspondente (Resolução RDC no 16/2007 da Anvisa). Tal procedimento não é apenas legal, mas faz parte de uma estratégia do governo federal para que os pacientes tenham acesso a medicamentos de qualidade a preços reduzidos.
Surpreendentemente, o autor considera normal que os pacientes recebam receitas com caligrafia ruim, com erros ou em que constem medicamentos que já foram retirados do mercado. Segundo ele, o prescritor não tem culpa se isto ocorrer, e é o farmacêutico que deve tomar todo o cuidado para não “macular” a imagem do prescritor perante o paciente. Sabe-se, porém, que este tema está bem elucidado na Resolução RDC no 44/2009 da Anvisa, a qual estabelece que “não podem ser dispensados medicamentos cujas receitas estiverem ilegíveis ou que possam induzir a erro ou confusão”.
Por fim, a publicação demonstra total desconhecimento quanto às atribuições do farmacêutico (previstas nas Resoluções no 357/2001 do Conselho Federal de Farmácia e no 44/2009 da Anvisa) ao citar que o paciente deve ser convencido a esclarecer suas dúvidas diretamente com o médico. Não sabe o autor que a dispensação de medicamentos não é uma simples entrega de caixinhas, mas o recebimento dos medicamentos corretos juntamente com as orientações necessárias ao seu uso.
O CRF-PR lança ainda a seguinte questão: vale a pena investir seu dinheiro em uma publicação que ignora a importância do farmacêutico na dispensação de medicamentos?
Conselheiro Federal de Farmácia pelo Piauí é eleito Diretor do CFF
O Conselho Federal de Farmácia deu posse ontem, 16/12/2011, a 14 Conselheiros para o quadriênio 2012/2015 e elegeu a nova Diretoria para o biênio 2012/2013. Os Conselheiros dos outros 13 Estados, ainda possuem mandatos e serão renovados daqui a dois anos, quadriênios diferentes.
Tomaram posse os Conselheiros dos Estados: Alagoas (reeleito), Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará (reeleito), Paraíba (reeleito), Pernambuco (reeleito), Piauí (reeleito), Rio de Janeiro, Santa Catarina (reeleito), Rio Grande do Norte (reeleito), Rio Grande do Sul, Rondônia (reeleito), São Paulo.
Foram eleitos Diretores para o biênio 2012 e 1013: Dr. Walter da Silva Jorge João (PA) para Presidência, Dr. Valmir de Santi (PR) para Vice-Presidência, Dr. José Vílmore Silva Lopes Júnior (PI) Diretor Secretário e Dr. João Samuel Meira (PB) Diretor Tesoureiro.
A nova Diretoria assume com o compromisso de continuar o acompanhamento do desenvolvimento da profissão frente as novos conhecimentos e as novas tecnologia de um mundo de mudanças rápidas e que levam a realização de novos serviços cada vez mais complexos, que necessitam ser regulamentados para que sejam prestados com a qualidade e segurança merecida pela sociedade.
Trabalhará diuturnamente para estimular e cobrar dos Conselhos Regionais de Farmácia, uma intensificação da fiscalização do exercício profissional para evitar falhas éticas dos seu inscritos e punir os profissionais que apresentarem desvios de conduta.
Esta diretoria estará pronta para atender aos anseios do "novos tempos", que exigem uma transparência cada vez maior dos atos emanados do poder público, dentre estes os Conselhos de Profissões Regulamentadas.
A atual Diretoria do CFF, já estava há 16 anos frente ao Conselho, período em que a profissão apresentou um grande crescimento em numero de farmacêuticos e passou por grandes alterações na formação de seus novos profissionais, com a adoção de um currículo mais generalista que ampliou os serviços farmacêuticos prestados a população.
A eleição ocorreu de maneira solene em um clima de muito respeito entre as chapas concorrentes, onde a chapa 01, composta pelos farmacêuticos acima mencionados, venceu com uma diferença de 12 a 15 votos.
Importancia do controle do colesterol e trigicerídeos
Os altos níveis de colesterol sanguíneo do tipo LDL acabam por ocasionar no decorrer dos anos, a formação de placas de gordura (ateromas) nas paredes das artérias, que associados a outros fatores podem levar a infartos e acidentes vascular cerebral (AVC).
Entre os fatores que levam ao aumento do colesterol estão os alimentares e os genéticos. Níveis elevado de colesterol LDL, "mal colesterol", estão relacionados a formação de ateromas, já níveis satisfatórios de HDL, "colesterol bom, estão relacionados a um efeito contrário, que é a proteção vascular.
Dietas ricas em proteínas e gorduras de origem animal, possuem grande quantidades de colesterol. Em alguns alimentos como os crustáceos, principalmente o camarão e o caranguejo, esta concentração chega a ser oito vezes mais que a carne bovina. Óleos de origem vegetal não possuem colesterol.
Os fatores genéticos, produzem a chamada hipercolesterolemia familiar, que não está relacionada a ingestão de colesterol na dieta, mas a alta produção deste pelo próprio organismo e que dependendo da gravidade, pode levar ao entupimento de artéria no adulto jovem, já na terceira ou quarta década de vida. É extremamente importante o controle permanente desta doença.
É importante a mensuração dos níveis de colesterol pelo menos uma vez por ano e em caso de alteração, seguir a risca a recomendação médica quanto a dieta e/ou ao uso de medicamentos. Geralmente níveis de colesterol até 240 mg/dL podem ser tratados apenas com uma dieta de baixa ingestão de proteínas e gorduras de origem animal.
Diversos medicamentos são utilizados nas hipercolesterolemias e nas dislipidemias, quando também esta envolvido o aumento dos triglicerídeos, porém todos necessitam de acompanhamento rigoroso pelo médico assistente, devido o risco de efeitos colaterais graves.
Recentemente, está em teste pela empresa de biotecnologia Amgen, um novo medicamentos que promete uma revolução no tratamento da hipercolesterolemia, baseado na utilização de anticorpos monoclonais, que agem diretamente na proteína responsável pela produção do HDL.
O medicamentos ainda esta em fase de teste e levará anda alguns anos até que esteja disponível para o tratamento de doentes resistentes as terapias convencionais.
Brasil necessita de investimentos para autosuficiencia na produção de farmácos
O Brasil já é o quinto país do mundo em consumo de medicamentos. A industria farmacêutica nacional espera encerrar este ano de 2011, com a produção e a comercialização de aproximadamente R$ 34 bilhões de reais.
Somos auto-suficientes em “montar” medicamentos, ou seja, produzir as especialidades farmacêuticas, (cápsulas, comprimidos, pomadas, etc), mas totalmente dependente da importação de matérias primas para esta produção.
Segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades, 95% dos princípios ativos farmacêuticos vêm de fora, o que demonstra esta dependência do mercado externo. Há necessidade de importação até mesmo de excipientes (outras substancias) utilizados na produção dos medicamentos.
Além de elevar o custo de produção de medicamentos em nosso País, isto reflete muito na falta de investimentos em pesquisas para obtenção de novas drogas, menos tóxicas e mais eficazes, para tratamento de doenças comuns em países em desenvolvimento, como a malária ou a doença de Chagas, ainda tão comuns no Brasil.
O Brasil necessita com urgência da ampliação da política que estimula os investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento pelas empresas nacionais e universidades, para diminuirmos a dependência externa.
Medicamentos falsificados estão sendo vendidos em farmácias
Os medicamentos falsificados além de um grande risco a saúde da população, causam prejuízo de bilhões de reais ao nosso País. Durante muito tempo, os medicamentos falsificados chegavam a população através de venda por ambulantes do comércio informal, porém a situação hoje é muito mais grave por conta da identificação da venda destes produtos por farmácias.
Um dos fatores que beneficiam a comercialização de medicamentos falsificados pelas farmácias é a automedicação. Cerca de 70% dos remédios das farmácias são vendidos sem receita médica, o que faz com que o consumidor receba um medicamento de origem desconhecida.
Algumas farmácias, temendo o recebimento de medicamentos falsificados, estão adotando a conferencia individual de cada produto recebido com o lote declarado na nota fiscal, um procedimento louvável que infelizmente ainda é exceção e a regra. A venda de medicamentos sem nota fiscal não configura apenas como crime fiscal, mas como crime hediondo.
A fiscalização no Brasil ainda é desigual, pois Estados aonde a a fiscalização sanitária está mais estruturada, a detecção e apreensões é maior, como por exemplo a capital federal. O Distrito Federal é a segunda maior região do país onde são apreendidos medicamentos falsificados, de acordo com a Anvisa e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria do Ministério da Justiça (CNCP/MJ), foram apreendidos, na capital, 749 mil comprimidos no ano passado.
No Brasil, mais de 850 pessoas, entre proprietários de farmácias e farmacêuticos já foram presas de 2008 até agora. Dentre os medicamentos falsificados e os contrabandeados mais encontrados no Brasil estão os usados para tratamento da disfunção erétil, os anabolizantes e os para obesidade.
A venda de medicamentos sem registro na Anvisa ou de origem desconhecida (sem uma nota fiscal que comprove a sua procedência), configura no Código Penal Brasileiro como crime hediondo, portanto, respondido sem direito ao pagamento de fiança a penas que podem variar entre 10 e 15 anos de reclusão.
Anti-inflamatórios e analgésicos podem interferir com tratamento da diabetes e hipertensão
O uso indiscriminado de medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios está relacionado ao aumento de gastrite e úlceras e em alguns casos pode ser associado também a lesões nos rins.
Porém, o maior problema relacionado ao uso de anti-inflamatórios sem conhecimento ou a orientação de um farmacêutico, pode está no risco de interações com outros medicamentos em uso.
Já alertamos as autoridades sanitárias sobre um previsível aumento de reações adversas a medicamentos, que é muito provável já esteja ocorrendo.
Um dos fatores que pode levar a este aumento foi o maior controle da venda de antibióticos, o que fez que muitos usuários de medicamento que antes apelavam para o uso de antibióticos ao sentir qualquer dor de garganta, passassem a se auto medicar com anti-inflamatórios.
Um outro fator importante é grande números de pessoas que necessitam manter o controle da pressão arterial (os hipertenso) e os níveis de glicose sanguínea (os diabéticos) com o uso de medicamentos, pois os anti-inflamatórios diminuem os efeitos destes.
A maioria dos antiinflamatórios e analgésicos interferem com os anti-hipertensivos e com os medicamentos para o tratamento da diabetes, causando uma diminuição da eficácia destes tratamentos e problemas relacionados a redução desta eficácia que pode ocasionar em um aumento do número de morbidades características da falha destes tratamentos.
A maioria das infecções de garganta são virais e auto-limitadas, ou seja, duram um curto período de tempo e curam sem necessidade de medicamentos, não necessitando do uso de antibióticos ou de antiinflamatórios. Para se ter uma idéia, há estudos que apontam que 9 em cada 10 vezes que as crianças têm infecção de garganta, a mesma é de origem viral. Em muitos casos, o uso de partilhas e tratamentos caseiros podem o trazer alívio esperado.
Não se automedique, procure informações com o seu médico ou farmacêutico antes do uso de qualquer medicamento, pois as reações adversas de um medicamento podem ser mais prejudiciais que a doença
Encerram hoje as incrições para o Prêmio Jayme Torres do CFF
Encerram-se, no dia 2 de dezembro, as inscrições para o PRÊMIO JAYME TORRES DE FARMÁCIA’ 2011, uma realização do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Os interessados devem participar, enviando os seus artigos exclusivamente pelos Correios, por SEDEX, para a sede do CFF, no seguinte endereço: SCRN 712/713 - Bloco "G" - Nº 30 – Brasília (DF). O CEP é 70.760-670. O concorrente deve fazer a seguinte identificação no envelope: “Prêmio Jayme Torres de Farmácia 2011 - Comissão de Divulgação e Publicidade”. O Prêmio, nesta décima edição, tem por tema a Farmácia Clínica. Mais informações encontram-se na página do CFF, no endereço www.cff.org.br
Podem concorrer ao Prêmio farmacêuticos que estejam em dia com suas obrigações junto ao Conselho Regional de Farmácia em que está inscrito e alunos de cursos de graduação em Farmácia reconhecidos pelo Ministério da Educação. O resultado do Prêmio será divulgado, na página eletrônica do CFF, até o dia 15 de dezembro de 2011.
PREMIAÇÃO - A premiação na Categoria Farmacêutico será de R$ 5.000,00, mais certificado e troféu para o primeiro classificado; e de R$ 3.000,00 para o segundo. Já o primeiro colocado na Categoria Estudante de Farmácia, receberá R$ 3.000,00, certificado e troféu.
A escolha do tema, na edição deste ano do Jayme Torres, é uma maneira de os farmacêuticos estarem conectados a este que é um dos assuntos mais focalizados nos debates travados no seio da categoria – e até fora dele -, em todo o mundo (e não é diferente, no Brasil). Ressalte-se que a Farmácia Clínica passou a ser tema recorrente, quando se discute serviços farmacêuticos no SUS (Sistema Único de Saúde).
Isto, porque uma proposta de criação, no SUS, de “Redes de Atenção à Saúde” (RAS) está destinando ao farmacêutico funções complexas e que requerem um alto grau de conhecimento e pratica em Farmácia Clínica. A ideia de criação das redes é do professor Eugênio Vilaça Mendes. Aliás, a RAS é título de um livro de sua autoria. Vilaça destina um capítulo ao sistema de assistência farmacêutica.
O livro inspirou o modelo de rede que consta do Decreto 7508, de 28 de junho de 2011, o qual regulamenta a Lei 8080, de 1990, que dispõe sobre a organização do SUS, o planejamento e a assistência à saúde e a articulação interfederativa.
ATUALIDADE - O Prêmio Jayme Torres traz, portanto, um forte sentido de atualidade. Discutir Farmácia Clínica, num momento em que o maior sistema público de saúde do mundo, que atende a cerca de 170 milhões de pessoas, propõe-se a reservar ao farmacêutico a responsabilidade pela prestação de serviço clínico (Vilaça define o profissional, nesta nova missão, de farmacêutico clínico), é enriquecedor para a sociedade e para a categoria farmacêutica. E é exatamente este o propósito do CFF, quando criou o Prêmio que, em 2011, chega à sua décima edição.
Para o farmacêutico Tarcísio Palhano, especialista em Farmácia Clínica pela Universidade do Chile, com estágios na área realizados em diversas farmácias hospitalares, na França; professor das disciplinas Farmácia Clínica e Estágio Supervisionado Farmacêutico do curso de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Ex-diretor da Farmácia do Hospital Universitário Onofre Lopes, da mesma Universidade, “o Prêmio Jayme Torres está trazendo um importante incentivo à busca do conhecimento e à prática da atividade clínica aos farmacêuticos”.
Lembra o professor Tarcísio Palhano que o farmacêutico é o profissional de formação técnica mais apurada em matérias, como Farmacologia, Terapêutica e outras relacionadas ao conhecimento sobre o medicamento, e tem uma importância muito grande, quando consegue associar esse conhecimento à experiência clínica. “Por isto, o farmacêutico clínico é essencial no contexto da saúde”, conclui.
Carro do CRF-PI é flagrado em suposto uso indevido
Domingo à tarde, entre às 14:00 e 16:00 horas, o carro do Conselho Regional de Farmácia do Piauí CRF-PI, uma Autarquia Federal, foi flagrado sendo dirigido pela recepcionista do CRF-PI em companhia de uma amiga, no estacionamento e adjacências da Universidade Federal do Piauí - UFPI.
Ao julgar pela forma de dirigir, o carro estava sendo utilizada para o aprendizado de condução, situação que, se confirmada, é proibida pela legislação vigente e pelas normas da UFPI para a suas áreas internas.
O fato foi presenciado por três farmacêuticos e momentos diferentes, que passavam pelo local e estranharam o carro do CRF-PI em uso durante um domingo. Um dos farmacêuticos estava com uma câmera, iniciou a filmagem acionou a segurança da UFPI, que foi até o local e solicitou que a condutora retirasse o veículo das áreas internas da Universidade.
Na filmagem que nos foi enviada, pode-se ver de forma bem nítida um automóvel modelo Gol, preto, com a logomarca do CRF-PI e em algumas cena é possível identificar a condutora com nitidez. Ao ser abordada pelo farmacêutico, a condutora explicou que havia ficado com o carro para resolver os assuntos que fossem necessários durante o curso de especialização que acontecia no final de semana..
O CRF-PI não possui carro específico para uso administrativo, sendo os mesmos de uso da fiscalização, que funciona de segunda a sexta-feira . O farmacêutico vai entrar com um pedido de explicações junto ao CRF-PI e caso não obtenha as explicações satisfatórias, irá entrar com uma representação no Ministério Público Federal.
Esperamos que o fato seja devidamente apurado, esclarecido e que as providencias cabíveis sejam tomadas pela Diretoria do CRF-PI.
Interações entre fitoterápicos e drogas podem causar danos a saúde
Como colocamos anteriormente, os fitoterápicos, medicamentos obtidos a partir de plantas, são tão eficazes quanto os medicamentos sintetizados em laboratório, desde que utilizados corretamente. Por este motivo, eles podem interagir com outros medicamentos, aumentando ou diminuindo seus efeitos ou até mesmo provocando reações tóxicas ao organismo. Disponibilizaremos uma listacomo os fitoterápicos mais conhecidos e os medicamentos ou classe farmacológica e seus efeitos quando utilizados concomitantemente.
Agrião (Nasturtium officinale). O uso do agrião pode aumentar os efeitos tóxicos do paracetamol (Tylenol), que causa lesões no fígado e da digoxina que em casos extremos pode resultar em uma parada cardíaca. O agrião nunca devendo ser ingerido com estes dois medicamentos
Alfavaca (Ocimum basilicum).A alfavaca não deve ser utilizado juntamente com medicamentos para diabetes, tais como a glibenclamida e a metformina, entre outros, pois pode induzir uma hipoglicemia que dependendo da situação pode ser muito grave.
Alfazema (Lavandula angustifolia):não deve ser utilizada com ansiolíticos, como o diazepan, lorazepan, alprazolan, fenobarbital entre outros, pois pode aumentar o efeito destes medicamentos, o que pode ser grave em determinadas situações
Alho (Allium sativum): não dever ser utilizado juntamente com o ácido acetilsalicílico (AAS, Aspirina, ou outros medicamentos para diminuir a coagulação, pois pode provocar hemorragias.
Aloés (Aloe vera): a babosa foi proibida pala Anvisa de ser utilizada por via oral em qualquer situação, devido a sua falta de comprovação científica e seus efeitos potencialmente tóxico. Não deve ser utilizada por que faz uso de digoxina pois pode causa intoxicação grave e levar a morte.
Camomila (Matricaria recutita): esta planta é de uso muito popular no nosso meio, principalente na forma de chá, por possuir um sabor agradável, porém, não deve ser consumida por que utiliza medicamentos para coagulação, pois pode potencializar o efeito destes medicamentos e levar a uma hemorragia
Castanha-da-Índia (Aesculus hippocastanum): aumenta o efeito dos medicamentos para diminuir a coagulação e causar hemorragias.
Centelha asiática (Centella asiatica): diminuí o efeito dos medicamentos para diabetes e causa a elevação da glicimia.
Chá verde (Camellia sinensis): o chá verde aumenta o efeito da doxorrubicina, um medicamento utilizado para o tratamento de algumas forma de câncer. Pode potencialmente aumentar os efeitos tóxicos deste medicamentos no coração.
Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): aumenta o efeito da digoxina, podendo potencialmente causar parada cardíaca.
Gengibre (Zingiber officinale): causa aumento do efeito dos medicamentos para coagulação, podendo potencialmente causar hemorragias.
Gingko biloba (Gingko biloba): causa aumento do efeito dos medicamentos para coagulação, podendo potencialmente causar hemorragias.
Ginseng (Panax quinquefolius): aumento dos efeitos dos medicamentos par diabetes e produzir efeitos tóxicos se utilizados com captopril, enalapril ou outros inibidores da ECA.
Guaraná (Paullinea cupana); aumenta o efeito dos medicamentos para asma e pode produzir os efeitos colaterais, como taquicardia e tremores.
Hortelã-pimenta (Mentha piperita): Aumenta os efeitos da camomila (Matricaria recutita): potencializando a atividade antiespasmódica e lenitiva.
Losna (Artemísia absinthium): é incompatível com sais de ferro, zinco e chumbo. O infuso não deve ser adoçado, pois o açúcar e o princípio amargo são incompatíveis.
Maracujá (Passiflora alata: o álcool, os medicamentos para alergias e a morfina aumentam os efeitos do maracujá como “indutor do sono”. Diminui os efeitos das anfetaminas. Interessante lembrar que a parte do maracujá utilizada medicinalmente é a folha madura.
Pepino (Cucumis sativus): aumenta o efeitos dos diuréticos.
Pimentão (Capsicum frutescens) diminue os efeitos dos antihipertensivos e pode causar efeitos tóxicos com o lítio.
Bibliografia consultada:
TESKE, M. TRENTINI, A.M. Herbarium, Compêndio de fitoterapia. Ed. Herbarium 4º edição.2001.
FETROW,C., AVILA, J. Medicina alternativa para o profissional. Ed. Guanabara Koogan. 2000.
Até a maneira de preparo do fitoterápico pode modificar-lhe as propriedades terapêuticas
Como havíamos colocado na matéria anterior, os fitoterápicos não melhores nem piores que os medicamentos sintetizados quimicamente, são iguais.
Porém, ao contrário do pensamento popular, para o uso racional de fitoterápicos no estado bruto (em forma de extratos, tinturas ou chás) apresenta um “grau de dificuldade” muito maior do que um medicamento sintetizado quimicamente, ou quando o principio ativo é isolado.
Quando o principio ativo de um fitoterápico é isolado e o medicamento é produzido apenas com esta fração do extrato bruto, torna-se possível de se estabelecer as quantidades exata que apresente um resultado eficaz e conhecer a dose tóxica do produto.
No uso de um chá, por exemplo, fica praticamente impossível se estabelecer a quantidade de principio ativo extraída, pois há muitas variáveis, como o local de coleta da planta,o horário da coleta, o tempo que a planta é submetida ao contato com a água quente, o tamanho das partes utilizadas etc.
Pelo motivo destas dificuldades, somente plantas com baixo potencial tóxico, devem ser utilizadas como fitoterápicos em estado bruto, mas mesmo assim, algumas ainda apresentam muitas contra indicações, como veremos na próxima matéria.
Uso de fitoterápicos traz benefícios e riscos similar aos medicamentos sintéticos
O uso de plantas com propriedade medicinais (fitoterápicos), ainda causam muitas dúvidas e confusões, Alguns acham que ao utilizá-lo, estarão fazendo uso de um produto natural e portanto melhor, outros acham que medicamentos fitoterápicos são menos eficazes e ainda os confunde com medicamentos homeopáticos. Mas qual a realidade em tudo isto?
O uso de um medicamento fitoterápico, do ponto de vista da qualidade do tratamento, não é melhor e nem pior, é igual. Se um fitoterápico apresenta ação sobre determinada doença é porque possui em sua composição uma substancia química que é capaz de fazer modificações em determinada função do nosso organismo.
Muitos medicamentos que hoje estão nas prateleiras da farmácias, são produzidos com moléculas retiradas de plantas. O extrato de uma planta possui até milhares de substancias, e quase todas sem nenhuma ação farmacológica.
Alguns medicamentos, são feitos deste extrato bruto, onde a susbstancia medicamentosa está junta com os demais constituinte da folha. O laboratório que produz certos medicamentos fitoterápicos, apenas retira do extrato bruto da planta, a substancia ou o grupo de substancias que realmente causam o terapêutico.
O grande problema com muitos fitoterápicos, é que geralmente são indicados para males os quais não tem nenhuma ação e por pessoas não habilitadas para indicá-lo. Assim como os medicamentos sintetizados em laboratórios, os fitoterápicos também possuem efeitos colaterais e reações adversas, afinal, possuem substancias que causam modificações em nosso organismo e podem causar problemas graves a saúde.
No decorrer da semana, trataremos mais sobre este assunto.
Autoridades Reguladoras das Américas vão integrar ações de inspeção
As agências de inspeção sanitária do Brasil, Argentina, Colômbia e Cuba – Anvisa, Anmat, Invima e Cecmed respectivamente, atuarão de forma conjunta nas inspeções de fábricas de medicamentos localizadas nestes quatro países. As agências destes países são referência da Organização Pan-americana de Saúde (OPAS) nas Américas.
O acordo prevê que, a partir de janeiro de 2013, os relatórios de inspeção de cada país serão suficientes para a concessão do Certificado de Boas Práticas de Fabricação (BPF) aos fabricantes de medicamentos, não havendo a necessidade do deslocamento de técnicos de um país para efetuar inspeções para aquisição de produtos em que tenha um deste países como origem.
Durante o ano de 2012, os relatórios de inspeção de BPF produzidos pelas autoridades sanitárias dos quatro países serão compartilhados. O intercâmbio de informações vai representar economia de custos e mais agilidade nas análises voltadas para concessão dos certificados.
No Brasil, a apresentação de Certificado de BPF válido é uma das exigências para a obtenção de registro de medicamentos junto à Anvisa. O documento é concedido a empresas que cumprem as normas de Boas Práticas de Fabricação e é emitido após inspeção física realizada por técnicos da Agência.
O Acordo estabelece, ainda, a troca de informações sobre a retirada de produtos do mercado e uma apresentação trimestral de cada país sobre o programa de inspeção internacional para que seja avaliada a possibilidade de inspeção conjunta.
Os quatro países farão reuniões anuais para avaliar a cooperação e estabelecer ações futuras
Curso de Farmácia da UFPI promove evento para divulgar a profissão
O curso de Farmácia e o Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizam no período de 16 à 18 de novembro de 2011 o evento "Farmácia de Portas Abertas".
O evento é uma oportunidade para os alunos que pretendem ingressar na UFPI e para comunidade em geral conhecerem a estrutura de laboratórios, corpo docente, apresentações de trabalhos científicos realizados pelos discentes, oficinas na área farmacêutica.
Além de divulgar para alunos e a comunidade em geral as áreas que o profissional farmacêutico atua, os serviços prestados e as atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos na instituição.
O evento oferecerá de forma gratuita serviços farmacêuticos (aferição de pressão arterial, verificação de glicemia capilar, simulações de preparações de medicamentos, pesquisas em desenvolvimento na Farmácia e orientação a população em geral).
Secretário de Saúde denuncia esquema para desvio de medicamentos
Em programa transmitido pela Rádio Bandeirantes, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Giovanni Cerri, denunciou suposto esquema criminoso, formado por médicos, advogados e distribuidores de remédios, que vem atuando dentro do sistema de saúde para garantir a venda de medicamentos de alto custo, inclusive para o tratamento de câncer.
Segundo o secretário, muitos dos medicamentos ministrados para tratamento de câncer e outras doenças não fazem parte da lista de medicamentos adquiridos e disponibilizados pelo SUS e aprovados pelo Ministério da Saúde. Para conseguir os medicamentos em tempo hábil, é preciso muitas vezes comprar diretamente de distribuidores.
Estes medicamentos estariam sendo prescritos por médicos de fora da rede pública para pacientes particulares e de planos de saúde privados e muitos dos medicamentos prescritos não estão sequr liberados para consumo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em julho de 2007 um esquema semelhante com o denunciado pela Secretáriao de Saúde de São Paulo, foi denunciado pelo MP de Brasília. A quadrilha denunciada em Brasília seria formada por médicos, advogados e até juízes, que expedia liminares para que o Governo do DF adquirisse os medicamentos.
Na semana passada foi descoberto no Piauí um esquema que desviava medicamentos furtados da SESAPI para serem vendidos na rede privada, onde, segundo as investigação, com a conivência de funcionários públicos.
Os medicamentos, juntamente com os itens da merenda escolar, são atualmente um dos itens mais utilizados por gestores desonestos para desvio de verbas públicas.






